Polícia Federal e bancos unem-se para combater crimes digitais

No primeiro trimestre de 2010, todas as fraudes que envolvem internet banking e clonagem de cartões no Brasil serão consolidadas em uma base nacional de fraudes eletrônicas bancárias da Polícia Federal, com o objetivo de fortalecer o combate a crimes digitais.

O primeiro passo para a consolidação foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Polícia Federal e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) há cerca de dez dias, em Brasília (DF), informa o chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, delegado Carlos Eduardo Miguel Sobral.

A iniciativa passa a incorporar incidentes de bancos privados a um sistema que entrou no ar em fevereiro deste ano para digitalizar todos os incidentes de fraudes eletrônicas registrados pela Caixa Econômica Federal. “Agora com este convênio junto à Febraban conseguiremos enxergar toda a movimentação da fraude financeira no Brasil, o que nos traz um ganho de qualidade no combate às fraudes”, afirma Sobral.

Para entrar em prática, o sistema depende da assinatura de um protocolo de execução pelos bancos interessados em aderir ao convênio, explica o diretor das assessorias técnicas da Febraban, Wilson Gutierrez. “A partir do momento que bancos que fizerem adesão, as informações serão passadas para enriquecimento do bancos de dados”, explica.

O diretor da Febraban informa que “o nível de interesse os bancos é muito grande”, especialmente entre as instituições de varejo – principais alvos das fraudes online, que geram um prejuízo anual de 300 milhões de reais, segundo a Federação. “Com certeza, o sistema tornará o processo (de combate a fraudes) muito mais ágil”.

Redução de inquéritos
Para a Polícia Federal, o novo sistema também gera uma redução dramática no volume inquéritos gerados para investigar fraudes financeiras.

Até fevereiro deste ano era aberto um inquérito para cada incidente envolvendo internet banking ou clonagem, o que resultava 4 mil inquéritos por mês, em média. Com o novo sistema, segundo o delegado, será possível identificar a quadrilha responsável por inúmeras fraudes em diferentes bancos e abrir apena um inquérito contra a mesma.

“(Na Caixa Econômica Federal) já conseguimos reduzir o volume de inquéritos para 16 ao mês”, informa. “A meta é reduzir o volume anual de 48 mil para 100 inquéritos ao ano”, prevê Sobral. Segundo ele, entre as ferramentas de análise do banco de dados, estão softwares que fazem parte do sistema tecnológico de investigação denominado i.2, usado por diversos órgãos governamentais.

Fonte: Computerworld